(E depois sou eu que imbirro! Eheheh)
Mas eu sempre to apontei a ti, Pedro. Não só para evidenciar as jogadas infelizes, é certo; mas com maior frequência, assumo. (Seria só mea culpa?)
Admito, sem contemplações, o teu brilhantismo. Em muitos momentos, de facto, suspendeste-nos, a todos, a respiração com simples pormenores de genialidade e classe. Isso não ponho, nem nunca pus, em causa. Mas também ninguém nega aqueles momentos em que falhaste, nem mesmo o mais fanático e cego Sportinguista. Posto isto, penso que a questão base desta problemática se resume então, mui simplememente, ao nível de ponderação que cada um de nós atribui a cada um destes factores (o “bom” e o “mau”).
Ora, como já tentei transmitir várias vezes, a minha visão destas coisas da bola é, inevitavelmente, mais emocional. O meu (nosso, das mulheres em geral) cérebro não vem, sequer, programado para ser capaz de determinado tipo de complexas análises e avaliação futebolísticas. MAIS!, a nossa memória é incrivelmente selectiva. (Aliás, como somos nós em geral. Outro ponto que nos distingue, mas que agora não vem ao caso). É um facto inabalável (e do qual não nos envergonhamos) que muito mais depressa encontram uma menina com as últimas 3 colecções da Massimo Dutti na ponta da língua, do que a lembrar-se de pormenores sobre as últimas 3 épocas. No máximo lembramo-nos de o nosso clube ter sido campeão. (Ou não. O que, apenas por enquanto!, para nós ‘mulheres-mais-iluminadas’ até é fácil! Eheheh)
Bottom line: conferindo aos reconhecidos especialistas a capacidade de análise técnico-futebolística que a mim não me assiste; e admitindo que se trata de um problema puro e simples de dar mais importância ao muito bom do que ao mau.. comprometo-me, desde já, ao esforço de aprender a gostar do nosso querido Barbosa, referência indiscutível do futebol do Sporting, GRANDE SPORTINGUISTA (acredita, Pedro, que este ponto é chave!), esperando que este ano, no nosso banco, seja um factor determinando no nosso sucesso, contribuindo para a felicidade de todos nós.. a bem do valor SEMPRE mais alto: o NOSSO Sporting!
P.S: E pensar que me lembro tão bem daquela noite (era um domingo, parece-me) em que nos falaste na tv, já “oficialmente nosso”. Saías do Guimarães com aquele teu look inconfundível: os jeans, a camisa de manga curta, o penteado estiloso, alto, até aparentemente bem parecido.. Bem vistas a coisas, esta nossa história de “amor-ódio” que se iniciou, da minha parte, naquele preciso momento, já dura há mais de 10 anos, essa é que é essa!