Day 6 – Hello Cape Town

April 17th, 2009 by lady in green Leave a reply »

[5ªf]

Às 9h no escritório, pareceu-me razoável. (Apesar de a base oficial aqui ser em Joanesburgo, temos escritório em Cape Town. Ou melhor, em qualquer cidade do mundo, mais coisa menos coisa. Isto por estarmos num Regus office, e com um cartão gold. Very nice!) Pequeno-almoço de cereais, frutas, muesli e mel, claro está. E, afinal, não só claro que há Mugg & Bean por todo o lado como em qualquer café vendem este pequeno-almoço, e até já descobri um melhor!

Adiantado o trabalho, o almoço no maior centro comercial de África (ao ladinho do hotel). Belmiro devia ver isto, qual Colombo qual quê?! Gigante. E lindo. E barato. Maravilha! Ainda por cima dá para ir a pé. Nesta cidade, salvo sítios específicos e desde que seja de dia, pode-se andar livremente. Pena o vento. E as nuvens.

Para a reunião das 14h arranjaram-me um táxi. À hora combinada, lá apareceu o Toyota branco, a dizer não sei o quê de lado, em frente ao sítio suposto, e à espera de uma ?Myriann? (que era eu!). Muito simpático, falou-me do tempo, perguntando sobre Portugal, enquanto fazia chamadas compulsivamente (outro pormenor dos taxistas locais, guiam ao telefone o tempo inteiro), e discutia com o GPS que nos indicava o caminho (?Desta não me enganas! Não sei onde é, mas nesta rua não sigo.. bla bla bla?). A verdade é que chegámos a horas, numa reunião que correu muito bem. E foi a última. Ora, tendo em conta que tirei a 6ªf de férias, senti me oficialmente off. (E na prática até podia estar, não fosse este vício maior que tudo arrastar-me novamente para o escritório, para me conectar ao mundo. *** Sim porque os serviços de dados nesta terra nem sempre funcionam, e fico frequentemente sem acesso aos meus e-mails no Bb.)

Estamos numa zona boa e empresarial nos subúrbios de Cape Town. De aspecto, parece Algarve, mas para um bocadinho melhor (mais consistência na arquitectura da construção, pelo menos). Daqui vêem-se bem as montanhas.. a mesa, o lion?s head e o devil ’something’ (se calhar vêem-se bem de todo o lado, mas ainda não tive essa noção). Só quando fomos jantar, percebi que não era bem esta a realidade do centro. Aí sim, prédios altos, espelhados. Muitas empresas. Uma cidade que aparenta sofisticação e negócios.

O caminho para o restaurante era assustador. Entra-se para o meio das docas, tudo com um ar sinistro, carrinhas da polícia de um lado para o outro, contentores dos barcos, quiças cheios de nigerianos, e uma escuridão com cheiro a rio impressionante. Quando vi o letreiro a dizer Panama Jack eu nem queria acreditar. Por fora uma perfeita barraca, por dentro uma maravilha. Lagostas vivas, marisco óptimo, serviço five stars. O menu do almoço é um perfeito abuso, a festa que se faz ali por 5?..

Depois da triunfal entrada com um shot de tequilla (coisa que já não bebia praí há 15 anos, de tal maneira que foi preciso explicar-me o que fazer ao sal e limão ali na mesa) para mim, e shots de ostra para eles (um horror, um shot com uma ostra lá dentro e tudo.. arghhh..), tivémos um fantástico jantar, com camarões de vários tipos, lagostins e lagosta, tudo regado a um delicioso vinho branco local.

Em Joanesburgo vi mais diferenças (entre brancos milionários e pretinhos esfarrapados), apesar de tudo NC garante que estou enganada, e aqui é bem pior. Como ainda não explorei o centro, não posso realmente opinar. Amanhã temos grande tour, e voltarei com mais novidades.
 

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