Muito se falou (quase sempre mal) de ter o Levezinho na Selecção.
Eu, pessoalmente, também não adoro a ideia. Mas, por outro lado, 2 coisas:
1) Critério: como se define quem é mais ou menos “portuguezável”? Parto do princípio que a abordagem legal já filtra uma série de coisas.
Podia, isso sim, haver um sistema de quotas para recém nacionalizados poderem ser chamados à Selecção.. No entanto, com a simples a existência dessa filtragem, poder-se-ia estar a pôr em causa a qualidade patriótica de um cidadão nacionalizado (cada um com a sua história de vida), por meia dúzia de esfrega-mãos da Lei Bosman.
2) Objectivo: no fim do dia o que todos queremos é Portugal no Mundial. Se para isso temos de levar os Decos e os Liedsons da vida, talvez seja um mal menor..
A verdade é que a coisa estava a correr muito mal e o único golo que marcámos chegou pela cabeça do Li. Não saímos felizes, mas pelo menos estamos ainda seguros por um daqueles fios muito fininhos que em 99,9% dos casos partem. But still.
Nem sei bem o que dizer face a este panorama. Não sermos sequer apurados é um cenário que já percebi que temos mesmo de encarar, mas não esperava..
Em 30 anos de vida, pelo menos nos últimos 10 ou mais, tem sempre havido Selecção. [Humm.. agora assim de repente não consigo precisar há quantos anos.. como sabem, miúdas - giras ou não - tendem a saber gerir o seu cérebro para só se encher de informações realmente importantes, que farão falta na vida prática; e isso não inclui todos os resultados, nomes, jogadas, casos e datas do futebol desde uns 50 anos antes da nossa nascença. Ehehehe.. ].
Seja como for, um Sportinguista aguenta isso e muito mais (dada a experiência, infelizmente). Ora, replicando para este caso as nossas regras de incondicional apoio, aqui fica o derradeiro..
FORÇA PORTUGAL!