Primeiros a chegar à Liga Europa!

August 27th, 2009 by lady in green 2 comments »

Bom, não somos bem os primeiros, mas sempre chegámos antes da lampionagem, o que não deixa de ser um feito.. Pareciam tão empenhados em ganhar-nos em tudo! :-p Eheheheheh

[Eu sei que é uma tristeza, já fiz mais posts sobre os vizinhos do que sobre nós.. mas convenhamos que não me tem restado grande alternativa. Snifff..]

Vírus do Benfica campeão

August 23rd, 2009 by lady in green No comments »

Ouvi há dias o Manuel Serrão sair-se com esta pérola (de ouro!) e confesso que me fez um certo sentido. (Acho que pela primeira vez em 30 anos.) Fala-se tanto em vírus disto e daquilo.. ora o mais epidémico do momento parece-me  também ser o do Benfica campeão. Julga-se ter já infectado repentinamente alguns 6 milhões em Portugal, e quem sabe o dobro no Mundo inteiro!

Ainda nem a pré-época tinha propriamente começado e só nas contratações milionárias já estava o campeonato na mão. Os primeiros jogos foram uma loucura, com um Benfica renascido das trevas pela mão sábia de Jesus, o Salvador. A Europa até deu lugar a goleada em casa (com uns coxos que ninguém realmente conhece, mas liga milionária há só uma, por isso nada a dizer). A primeira jornada foi deslize, com o empate que nos acalmou. A segunda (em que o Sporting asneirou a sério) acabou em vitória curta, depois de 90 minutos de um Benfica que já não impressionou.

A verdade é que há um risco eminente de contágio que nos pode desmotivar. Temos de lutar contra este vírus, continuando a acreditar que o nosso Sporting dará a volta e se irá revelar. Como todos os anos, os objectivos (realistas) de qualquer Sportinguista, apresentam-se por esta ordem de importância:

1) Ganhar o Campeonato
2) Ficar à frente do Benfica no Campeonato
3) Ir à fase de grupos na Europa
4)  Garantir lugar na Europa para a próxima época
5) Fazer boa figura na Europa (qualquer coisa a seguir à fase de Grupos qualifica para “boa figura”, claro!)

Não vamos desanimar, contagiados pela euforia alheia! Há é que procurar novo treinador, que PB já deu o que tinha a dar..

FORÇA SPORTING!

Grande rentrée!

August 22nd, 2009 by lady in green 4 comments »

.. Pelo menos para nós, já que sobre o Sporting nem sei o que dizer. Mas vamos por partes.

Desaparecemos uns tempos, deixando os nossos milhões de leitoras e leitores abandonados, preocupados, deprimidos, stressados.. quase revoltados.. enfim. Devemos uma explicação!

A verdade é que o antigo serviço onde, em Junho 2006, foi criado o nosso blog (blog.com) decidiu, sem apelo nem agravo – e muito menos um simples e-mail a avisar -, retirar-nos o acesso. Ou seja, a partir de meados de Abril os nossos user e password simplesmente deixaram de estar válidos. Portanto, deixámos de poder escrever. Nem sequer uma mensagem a avisar conseguimos deixar. :-( Em meados de Julho, como se nada fosse, recebemos o simpático e-mail a avisar que o blog tinha sido migrado para outro provedor e estava lindo e maravilhoso à nossa espera.. Escusado será dizer que os mandámos passear! Ummpppfff… :-#$%&@&%$#@

Pois bem.. também nós passámos estes últimos tempos a migrar o Clube das Leoas para um serviço a sério. E até aproveitámos para refrescar o layout, celebrando assim a entrada no nosso quarto ano de existência!

>> Aguardamos os vossos comentários e sugestões sobre a nova imagem, bem como a vossa participação sempre atenta!

*** Sobre o Sporting..

Que tristeza. :-(

A pré-época foi um desastre, não ganhámos nem um jogo. O início do campeonato um desastre foi. Não bastou o empate na semana passada – atenuado pelos empates dos outros senhores -, acabámos por perder hoje com o Braga em casa, ficando com um magro ponto a pairar. Bem sei que perdemos com o líder destacado, mas ainda assim não se admite. Tadinha da Lion Queen que arranjou forças para ir ao estádio..

Na 4ªf vamos à Fiorentina e é obrigatório ganhar. Depois, os estudantes em Coimbra e na semana seguinte estou a pensar dar um salto a Alvalade para testar.. eu costumava dar sorte, pode ser isso que esteja a falhar.

Aiii Sporting, Sporting..

Day 8 – Beautiful Cape Town

April 18th, 2009 by lady in green 1 comment »

 [Sábado]

Último dia. Tempo feio, até choveu. A ideia era acordar cedinho para tomar o pequeno almoço no Water front, depois os meus amigos seguiam para o voo cedo e eu ficava por ali a passear, até ser a minha hora. Tudo como previsto, à parte do cedo. (E da chuva, já agora.) Chegámos lá pelas 10h30, debaixo de uma neblina tal que nem se via a montanha.

Water front é na prática uma marina, cheia de lojas, restaurantes e animação de rua. Imaginemos um Covent Garden, mais espaçoso, com os barcos e uma vista maravilhosa sobre a baía para a montanha. (Sim, que a determinada altura levantaram as nuvens e confirmei que estava lá tudo.).

Como estava à vontade em tempo, pude andar bastante, ver muitas lojas, comprar os últimos requerdos, andar mais, comprar, andar, passear.. África do Sul é a Europa da África, quase tudo é importado. Há de tudo. Mais marcas até do que em Lisboa. Assim sendo, o centro comercial acabava por não ter tanto para ver (apesar de ser grandinho). Foquei, evidentemente, o meu tempo nas lojas dos artigos africanos, sempre a comparar preços (todos altíssimos, se pensarmos no custo ridículo de produção das peças). Seja como for, para nós tudo é barato e, realmente, aqui fazem-se coisas lindas. Tudo muito colorido, frequentemente inspirado nos Big Five (os cinco bichinhos que, se avistados todos, ditam o sucesso do safari: leão, elefante, rinoceronte.. hummm e mais dois.. leopardo, ou chita.. e.. búfalo, será? (ooppsss!.. need to check !).

Para almoçar, escolhi o restaurante de comida típica sul africana. A entrada era um paté fantástico. O prato escolhido foi o Bobotie, com arroz amarelo de passas e dois chutneys de sabores diferentes. Não vos digo nem vos conto, amei! E como tal, comi quase tudo. Já que era um almoço especial, não hesitei em escolher a sobremesa que mais me apeteceu: Death by chocolate. Um perfeito atentado. Acho que tinha ali calorias para 3 dias inteiros. Um prato gigante sobre o comprido, com 2 bombons do lado esquerdo, ao meio um caldeirão feito de chocolate, com gelado dentro e a tampinha de chocolate ao lado, à direita uma fatia de brownie de chocolate, tudo regado a chocolate quente, com um moranguinho a enfeitar. Tãoooooo bommmmmm. Comi tudinho, nem a tampinha sobrou. [Escusado será dizer que, depois de tamanha alarvidade, a minha regra das 2h30 ? 3h de intervalo entre as refeições foi inevitavelmente quebrada. Estou sem comer há 7h e nem o cheiro do jantarzinho do avião me motivou ? eu sei que é suposto não motivar mas, como expliquei há dias, nesse aspecto sou uma vendida, just love to eat anyway!].

Os empregados do restaurante, todos simpatiquíssimos (como sempre aliás, não fosse serem pagos quase só à base da gorjeta) não me largavam. O Justice, ao descobrir que eu era de Portugal, esteve meia hora a debitar tudo o que sabia de Lisboa (pastel de nata, obrigado, Cristiano,..) e outra meia a choramingar por não me ter conhecido uns dias antes para me mostrar a cidade. Jurou que me encontraria no Facebook (good luck!) e que assim que pudesse ir novamente a Lisboa (fez uma espécie de interail há uns anos atrás, daí conhecer a Europa, coisa rara por aqui, ao nível dos pretinhos locais) iria plantar-se à porta do estádio do Sporting em dia de jogo, na esperança de me encontrar (good luck again!).

À hora prevista, estava o amigo Robin (do Toyota branco, com não sei o quê escrito de lado ? Damm..! Esqueci-me de ler outra vez!) à minha espera, para passar em Century City a buscar as malas e seguir directo comigo para o aeroporto. (Difícil foi encher as malas já a abarrotar do vinho, com mais umas coisitas ou outras que em 5h horas acabei por comprar.. E escusado será dizer que consegui, afinal sou mulher, são muitos anos de experiência a transformar o inexistente em utilizável, foi na boa!).

Voo correu lindamente, sempre a horas nesta terra (impressionante!), a única curiosidade, que jamais me tinha acontecido, foi pararem-me no raioX, por deter arma branca perigosa. O meu mini-canivete suísso VERDE, que anda sempre comigo! Não imaginam a quantidade de coisas que resolve (por exemplo, em Joanesburgo, comprei um adaptador de plástico para as tomadas que não servia porque tinha 2 ?pinos? a mais. Saquei do canivete e, uma verdadeira McGuiver, resolvi logo o problema! Fora o facto do utilíssimo utensílio ter uma pinça, um palito, uma mini-tesoura, uma chave de fendas, etc..). Expliquei-lhes por a + b que era inofensivo, andava sempre comigo há anos, já tinha viajado mil vezes.. Arghh! O passageiro a seguir a mim, já só gozava.. ?uhhh..”, dizia ele,“Dangerous girl!?. Mas o pretinho queria mesmo fazer-se de difícil, e eu depressa vi que pela via (normal) do diálogo de argumento sustentado não ia lá.. Ora, fiz o meu ar mais simpático de leoa super sexy e pisquei-lhe o olho acrescentando ?Come on.. you don?t really think I?d be able to kill anyone with a tiny thing like that!?. Pisquei o olho again. Sorri. Sorriso ainda maior. … … Sorriso de volta, deixou-me passar! J [Nesta viagem tenho tido muitos problemas com a justiça, uff!!]

Não chegavam os problemas com a justiça, tinha de arranjar também problema com os outros senhores. Saí do aeroporto, sempre a medo, andando bem pertinho do edifício, à procura do shuttle para me levar ao hotel. (Isto enquanto dispensava todo o ?taxista? e mais algum ? em carros de todas as cores ? que se ofereciam para me levar). Até que perguntei aos seguranças que me indicaram a direccção. Fui andando, andando, sempre pertinho do edifício. Sempre dispensando boleias. E sempre sem ver nenhum shuttle, nem nada parecido. De repente, um dos pretinhos, pergunta ?Taxi or shuttle??. Eu respondi e ele encaminhou-me que seguisse outro pretinho (vestido à civil) que ao fim do segundo passo, já me estava a perguntar de onde vinha, se era italiana, bla bla, e pretendia seguir comigo por um corredor escuro, jurando-me que ali estaria o meu shuttle. Como podem imaginar, recusei-me. Ficou todo ofendido ?Don?t you trust people?! Don?t you trust people!??, gritou-me. Eu ainda lhe tentei explicar que em Joanesburgo, de facto, não confiava particularmente e que ainda por cima ele não tinha nenhum tipo de indicação na camisola. (Vá lá que era do género birrento, em segundos amuou e foi-se embora).

Decidi ligar para o hotel a perguntar onde era suposto estar o shuttle. Enquanto ninguém atendia estava ali outro pretinho, com um colete fluorescente (menos mal) que me explicou que o shuttle era mesmo por aquele corredor. E eu insistia em ligar. E ele queria-me levar a mala. E eu não deixava. E continuava o número do hotel a chamar. E ele insistia, olhando-me como se eu não passasse de uma miúda branca mimada e tola ou louca, que o shuttle estava lá ao fundo, que estava parado à espera, e que eu ainda o ia perder.. Irritada, de telefone em punho numa mão, mala na outra (ele ia tentando levar e eu dispensava), lá fui andando a passo rápido atrás dele, porque realmente me parecia ver uma carrinha branca ao fundo. Depois de pela 5ª vez ter tido de lhe arrancar a mala da mão à força, lá chegámos ao shuttle que, efectivamente, tinha o nome do meu hotel escarrapachado (num larguinho onde havia um monte deles). Assim que parámos lá, olhou-me antipático a pedir gorjeta. Eu pus a mão ao bolso a ver o que tinha,  escolhi a maior moeda – 5 Rands (uns 0,40?) ? e dei-lha dizendo ?here?s a good one?. Olhou?me enfurecido e disse: ?A good one? Do you think this is a good one??. Só faltava espumar da boca ou sair-lhe fogo pelos olhos. Eu, também enfurecida, despejei-lhe as outras micro moedas nas mãos, perguntei ?Happy now??, virei as costas e entrei na van (perfeitamente convencida de que ele ia voltar a qualquer momento para me dar um tiro). Não voltou. J

Amanhã passo o dia fechada num avião, 11h se for como previsto. Assim sendo e sendo assim, não haverá muito mais para contar..

***
Foi espectacular a incursão Africana, apesar de sem safaris e grande parte do tempo a trabalhar. Fui muitíssimo bem recebida e é, sem dúvida, um destino para voltar! Reitero os agradecimentos ao NC e Miss E pela fantástica hospitalidade. Afinal, ainda há portistas (mesmo os mais fanáticos.. arghhh..) que nos sabem receber. Leoa adorou e agradece muito, muitoooo! J
***

Enquanto publicava o post passei pela desolação da potencial derrota do Sporting, seguida da esperança quando chegou o empate.. e do alívio porque.. GANHÁMOS!!! Vamos lá ver como se safam os outros dois amanhã. BOA, SPORTING!

Day 7 – Another “shit” day in Africa

April 18th, 2009 by lady in green 5 comments »

 

[6ªf]

Apesar de ter posto o dia de férias, acordei às 5h (4h em Lisboa). Como até estava fresca, achei por bem abrir o pc e adiantar algumas coisas (enquanto não abria o Mugg & Bean). Lá fiz as despesas todas atrasadas, fui adiantando as daqui e ainda retoquei o post do dia (já que o tinha acabado 1 milésimo de segundo antes de adormecer..).

O programa estava planeado (por um aquariano, não por mim!): tomar o pequeno almoço com Miss E no maior centro comercial de África enquanto NC tinha uma reunião de no máximo 30m (que, evidentemente, durou quase 2 horas), seguir para Table View, a melhor vista para a montanha, e daí as rotas dos vinhos, para almoçar e fazer provas. Perfeito!

O tempo estava meio nubeloso, mas relativamente quentinho. A vista para a montanha é uma delícia (além de ser da praia, adereço que torna seja o que for em ainda mais ?gostável?). Daí seguimos para os vinhos, acabando por almoçar umas tapas espectaculares, numa das quintas (Asara), com vista para um laguinho fenomenal. Uma paz. Uma calma. Tudo lindo. E regado a duas garrafas de um delicioso vinho deles. Daí seguimos para outra quinta (Lourensford), de propósito para comprar um licor de mel que provei há dias e quero levar. Fizemos uma prova de vinhos tão boa que, além de me ter deixado ainda mais zen, me fez trazer 3 garrafinhas, boas para beber num jantar especial.

Cumprida a missão vinícola, partimos então para conhecer o centro de Cape Town. Na parte de dentro, grandes prédios, um ar muito empresarial e amplo. Na marginal, uma mistura de São Martinho, com Figueira da Foz, Estoril, Horta, quase até Rio.. um bocadinho de cada uma, num resultado muito pr?a bom. Linda de morrer a vista, com a montanha em frente. Lindo o pôr do sol. Subindo a montanha (caminho a lembrar a estrada da Malveira, ou qualquer uma nos Açores), cada curva trazia um ângulo ainda mais bonito no mar. De facto, Cape Town é uma pérola dos oceanos.

Enfim… another shit day in Africa. :-p Amanhã pequeno-almoço no Water Front para a jornada final. 

***

Nota: Another “shit” day in Africa é uma expressão local, que significa exactamente o oposto, claro! ;-p

Day 6 – Hello Cape Town

April 17th, 2009 by lady in green No comments »

[5ªf]

Às 9h no escritório, pareceu-me razoável. (Apesar de a base oficial aqui ser em Joanesburgo, temos escritório em Cape Town. Ou melhor, em qualquer cidade do mundo, mais coisa menos coisa. Isto por estarmos num Regus office, e com um cartão gold. Very nice!) Pequeno-almoço de cereais, frutas, muesli e mel, claro está. E, afinal, não só claro que há Mugg & Bean por todo o lado como em qualquer café vendem este pequeno-almoço, e até já descobri um melhor!

Adiantado o trabalho, o almoço no maior centro comercial de África (ao ladinho do hotel). Belmiro devia ver isto, qual Colombo qual quê?! Gigante. E lindo. E barato. Maravilha! Ainda por cima dá para ir a pé. Nesta cidade, salvo sítios específicos e desde que seja de dia, pode-se andar livremente. Pena o vento. E as nuvens.

Para a reunião das 14h arranjaram-me um táxi. À hora combinada, lá apareceu o Toyota branco, a dizer não sei o quê de lado, em frente ao sítio suposto, e à espera de uma ?Myriann? (que era eu!). Muito simpático, falou-me do tempo, perguntando sobre Portugal, enquanto fazia chamadas compulsivamente (outro pormenor dos taxistas locais, guiam ao telefone o tempo inteiro), e discutia com o GPS que nos indicava o caminho (?Desta não me enganas! Não sei onde é, mas nesta rua não sigo.. bla bla bla?). A verdade é que chegámos a horas, numa reunião que correu muito bem. E foi a última. Ora, tendo em conta que tirei a 6ªf de férias, senti me oficialmente off. (E na prática até podia estar, não fosse este vício maior que tudo arrastar-me novamente para o escritório, para me conectar ao mundo. *** Sim porque os serviços de dados nesta terra nem sempre funcionam, e fico frequentemente sem acesso aos meus e-mails no Bb.)

Estamos numa zona boa e empresarial nos subúrbios de Cape Town. De aspecto, parece Algarve, mas para um bocadinho melhor (mais consistência na arquitectura da construção, pelo menos). Daqui vêem-se bem as montanhas.. a mesa, o lion?s head e o devil ’something’ (se calhar vêem-se bem de todo o lado, mas ainda não tive essa noção). Só quando fomos jantar, percebi que não era bem esta a realidade do centro. Aí sim, prédios altos, espelhados. Muitas empresas. Uma cidade que aparenta sofisticação e negócios.

O caminho para o restaurante era assustador. Entra-se para o meio das docas, tudo com um ar sinistro, carrinhas da polícia de um lado para o outro, contentores dos barcos, quiças cheios de nigerianos, e uma escuridão com cheiro a rio impressionante. Quando vi o letreiro a dizer Panama Jack eu nem queria acreditar. Por fora uma perfeita barraca, por dentro uma maravilha. Lagostas vivas, marisco óptimo, serviço five stars. O menu do almoço é um perfeito abuso, a festa que se faz ali por 5?..

Depois da triunfal entrada com um shot de tequilla (coisa que já não bebia praí há 15 anos, de tal maneira que foi preciso explicar-me o que fazer ao sal e limão ali na mesa) para mim, e shots de ostra para eles (um horror, um shot com uma ostra lá dentro e tudo.. arghhh..), tivémos um fantástico jantar, com camarões de vários tipos, lagostins e lagosta, tudo regado a um delicioso vinho branco local.

Em Joanesburgo vi mais diferenças (entre brancos milionários e pretinhos esfarrapados), apesar de tudo NC garante que estou enganada, e aqui é bem pior. Como ainda não explorei o centro, não posso realmente opinar. Amanhã temos grande tour, e voltarei com mais novidades.
 

Day 5 – Goodbye Johannesburg

April 16th, 2009 by lady in green 7 comments »

[4ªf]

Mais uma vez acordei cedo. Queria estar no escritório às 8h, para conseguir ainda trabalhar um bocado antes da reunião das 9h (que fiz, evidentemente, no Mugg & Bean, para o meu último* ?tropical breakfast?), a tempo de estar a horas para a reunião das 10h (com ligação directa à Terra ? nos Head Quarters). Custou-me a levantar, mas acabou tudo em bem. Ainda desconfiei do taxista (uma pessoa acaba paranóica nesta terra!), porque (1) chegou atrasado, (2) nunca o tinha visto, (3) o táxi não era nem branco nem amarelo e (4), PIOR, não dizia SafeCab em cima. Mas afinal era rapaz honesto, apesar de não saber bem o caminho, lá nos deixou na porta certa.

A manhã passou-se bem, tão bem quanto se pode esperar de uma ligação por skype em África. Ouvia-os, razoavelmente, mas não consegui ficar até ao fim (porque inesperadamente a reunião atrasou, imagine-se!). O almoço foi simpático, fartei-me de observar os locals. Neste caso, os ricos, maioritariamente brancos. As mulheres, quase todas louras de olhos claros, usam imensa make up, e quanto mais velhas mais carregam. Sempre muito vestidas ?pr’a bom?, a qualquer hora da noite ou do dia, dão a sensação de viverem num mundo artificial, ou melhor, de cristal. Os homens, altos e magros, parecem todos um Ken fora do prazo de validade (rugas), de cabelo pintado de ruivo (juro que não estou a exagerar! Acima dos 45 pintam todos!) e, nitidamente é moda aqui, passeiam-se felizes de camisa havaiana (daquelas cheias de palmeiras).

Terminado o almoço, as despedidas e mais um táxi a correr para reunião. Aqui duas coisas para contar. Até devia começar pelo táxi, mas começo pela reunião. Uma empresa giríssima, parecia uma editora discográfica dos anos 70, 80, não sei.. cheia de discos e prémios nas paredes, ao mesmo tempo moderníssima. Fui recebida numa sala gigante, de cadeiras brancas de pele, que ao lado tinha um bar (um bar, mesmo à séria, com neons e bebidas e tudo!). Aliás, nesta empresa, por todo o lado, havia cestos cheios de chocolates que era só pegar e levar. Muito fora! Adorei!

Quanto ao taxista, apareceu-me o Kingdom. Outra vez. A verdade é que já tinha viajado com ele por três vezes. Já nos conhecíamos e tudo. Muito engraçado! À porta da reunião, insistiu em ficar à minha espera para me levar ao aeroporto. Eu disse-lhe que não pagava a espera e ele aceitou o acordo. (Claro que valeu imenso a pena, pelos R100 de gorjeta no fim.).

O Kingdom contou-me a vida toda (estava imenso trânsito para o aeroporto, por volta das 17h da tarde). Viveu e estudou (alguma coisa) no Soheto e, por volta dos 25 anos, resolveu lutar pelos seus direitos. Naquela altura, viveu na pele as diferenças.. de não poder entrar em Joanesburgo sem permissão, ter autocarros separados para pretos e brancos, wc separados, etc. Segundo ele, eram tratados abaixo de cão (jura que conheceu um tipo que pisou o cão de um branco e levou um tiro, coitado do cão!). Lutou com Mandela e muitos outros “amigos”. Diz que armas tinham (e têm) facilmente, diz que lhes chegam às mãos. Mas naquela altura por vezes faltavam munições. Então, bloqueavam as estradas com os táxis colectivos deles (umas espécies de Ford Transit com muitos lugares – deve haver outra Ford que é isto, mas agora não me ocorre -, que recolhem as pessoas na rua, mas sem ter nenhuma paragem específica.. param onde os chamam, é absolutamente surreal!), levavam as chaves e deixavam-nos ali ?until the Government listens to what we have to say?. (Expliquei lhe orgulhosamente que os nossos irmãos Pinto também faziam disso em Portugal, e acho que o desiludi um pouco).

Depois, o King contou-me que tem 3 filhos: de 20, 11 e 4 (deste último mostrou-me logo a fotografia que tinha como wallpaper de um dos seus telemóveis ? tal como nós, têm vários, e jogam com os tarifários). Comentei as diferenças de idades, e prontamente me explicou: ?não tenho dinheiro para todos ao mesmo tempo, só compro uns sapatos de cada vez. E enquanto o de 20 está a acabar os estudos, o de 11 vai entrar agora no liceu. E quando o de 11 acabar os estudos, entra o de 4.? Very smart, uh? Já não sei a que propósito, explicou-me também que para ?the blacks?, como ele diz, uma mulher não pode ganhar mais do que o homem. Porque se ela ganha mais, então manda mais e isso não pode ser. Expliquei-lhe que na Europa isso já era comum. Olhou-me desconfiado. ?That is not right, that is not right..?.

A espera no aeroporto também correu bem, comi um wrap (supostamente saudável) de frango, arroz e ananás. Bem bom! (Depois de estudar, por várias vezes cada uma, a pastelaria e a loja dos chocolates, não consegui resistir a uma bolacha grande, que me soube mesmo bem). No check in ainda ouvi um piropo, não sei bem em qual das mil línguas – ou serão dialectos? Help me out here Lion Queen!? ? que me foi prontamente traduzido pelo simpático sorriso Pepsodente: ?I was just commenting with my colleague how beautiful you are.? Eheh.. Mais à frente, não passei a segurança, sem que alguém visse o meu passaporte e, entusiasmado e culto, dissesse: ?Ronaldo! Figo!?. :-p Genial!

Finalmente, o avião a caminho de Cape Town. Ao meu lado o Director de Recursos Humanos dos Caminhos de Ferro da República Democrática do Congo. Um senhor baixo, bem vestido (à moda deles), com olhar humilde e cordial, que falava tão pouco inglês que o tive de ?salvar? em francês (não se estava a entender para escolher um sumo) e acabámos por ficar amigos, a conversar no meu francês já velhinho (sempre assaltado pelo fresco espanhol), mas que ele classificou de très bon!

Agora, nova aventura. Segundo ouvi dizer, Cape Town é dos sítios mais bonitos do Mundo. Vou rapidamente confirmar e amanhã aqui estarei para descrever.

***
O Ronaldo lá fez o que tinha a fazer. É mesmo bom o nosso puto!
***

*Ou talvez esteja a ser maçarica, porque é franchising, está por todo o lado e, muito provavelmente, também em Cape Town.
  

Day 4 – A harder journey

April 15th, 2009 by lady in green No comments »

[3ªf]

Levantei-me às 6h30 da manhã. A primeira das 5 reuniões do dia era às 9h e a alguma distância (or at least so we though, porque na verdade cheguei lá em menos de 30 minutos, dada a mestria em corta-matos). Marcámos o SafeCab (contratado para o dia inteiro, não só na lógica de evitar o meu estupro ou homicídio selvagem, como pela conveniência de correr de empresa em empresa a horas, e sem gastar este mundo e o outro em telefone!) para as 7h30, de forma a podermos ainda passar no escritório a trazer a agenda (que tanto trabalho deu a preparar e que não imprimia nem por nada! Valeu-me o vizinho da porta em frente no escritório que resistiu até altas horas para fazer sair o maldito papel).

O dia teria passado bem, não fosse eu ter-me esquecido de almoçar. Ou melhor (claro que não propriamente me esqueci, nunca me esqueço), não fosse uma das reuniões (ainda por cima sem interesse particular) ter como anfitrião um daqueles papagaios vagarosos de sotaque francês que falam, fala, falam.. Arghh.. Acabei por não comer mais do que uma barra de cereais que, previdente, tinha comprado essa manhã. Resultado, já na última reunião, quando comecei a ver coisas estranhas a flutuar no ar, achei melhor pedir à pessoa com quem fui reunir para me arranjar um pacotinho de açúcar. Só havia Canderel, portanto trouxe?me um chocolate (almocei um Cadbury?s, nada mau).

Ao contrário do esperado, esta reunião foi numa zona da cidade em que o único branco avistável ? neste caso, no carro ? era eu, e onde nas ruas cheias de gente tudo parecia pobre, com igrejas de tudo e mais um par de botas (incluindo ?Universal Church of the Kingdom of God? ? ipsis verbis) alinhadas entre os prédios, zonas de treino para box (como nos filmes.. ? remember ?O Campeão?? – mas no meio da rua), com criancinhas aparentemente já bem iniciadas e salas a apresentar os ditos espectáculos, entre muitas outras curiosidades..

Quem não teve uma má jornada foi o Daveton, o meu simpático motorista do SafeCab, 39 anos, pai de 3 filhos (16, 14 e 6) nascido e criado no Soheto. Às 7h15 tive pena dele, tantas esperas teria, desgraçado. Rapidamente percebi que para ele era um sonho. Ou dormia, ou ia às compras, ou comia, ou via televisão (sim, tinha televisão no táxi), ou dormia outra vez, ou via televisão e comia. Enfim, um dia ?horrível?. Foi muito interessante a interacção com ele, afinal de contas, foram 12h de boleias. Explicou-me o que eram aqueles senhores todos à beira da estrada de papel em punho: são profissionais ? canalizadores, electricistas, professores, etc. ? e, como grande parte, estão desempregados. Assim sendo, passam ali os dias inteiros debaixo do sol abrasador, à espera que um cliente venha ter com eles, os ponha no carro, leve a fazer o serviço, e devolva no mesmo sítio onde encontrou. That?s exactely  how it works.

Ainda voltei ao escritório, devido a um special request para tratar. Salvou-me finalmente o sushi, que acaba sempre por me animar.

Até amanhã (dia de Porto..)!
  

Day 3 – Back to work

April 13th, 2009 by lady in green No comments »

[2ªf]

Mais um “early start”, para ganhar tempo. Às 8h em ponto (hora local)
chegámos ao escritório. Assim consegui trabalhar um bocado e ainda ir
ao Mugg & Bean (ja não volto a esquecer o nome!) para mais um pequeno
almoço saudável e o mega sumo, hoje de laranja.. tudo antes de
acordarem nos nossos Head Quarters!

Trabalhámos até ao almoco. Viciados, realmente! Miss E à espera e
nenhum de nós queria largar o teclado antes do outro. O programa dos
leões, diariamente adiado, acabou vencido pela evidência de que
teríamos de voltar a trabalhar pela tarde.

O almoço excelente. Uma calmaaa. Um CALOR. A mesa cá fora debaixo do
alpendre, com vista para as outras casas, seguida de vista perdida até
se encontrar com o enorme céu. (Como é grande o céu em África!).. O
que mais apetecia era mergulhar na piscina mas, claro, rumámos ao
Casino! (Não atrás do dinheiro da sorte, mas do suado – ou neste caso
talvez não, que o ar condicionado até funciona – já que o escritório é
mesmo em frente.)

A tarde lá se passou, sem leões, só com leoa. Jantámos cedo num dos
mais caros restaurantes da cidade (chega a ter pratos quase a 10 euros!
Uhh..), mas acabámos por deitar tarde, especialmente tendo em conta que
amanhã tenho o SafeCab à porta as 7h30 para me apanhar.
   

Day 2 – Heaven inside the walls

April 13th, 2009 by lady in green No comments »

[Domingo]

Comecar cedinho para ir ao escritório, claro está! Nada mal localizado, no complexo do casino, em frente ao hotel Palácio, num daqueles Regus Offices. Parece um bairro de fantasia, num estilo mto semelhante ao de Old Town em Varsóvia. O próprio edifício do casino, em que nos revistam para entrar de forma bem mais eficiente do que no Sporting em dia de derby, tem um mundo lá dentro, uma mini cidade recriada com estrelinhas no céu e tudo!

Depois de descarregados os emails escritos no avião e tratadas mais 2 ou 3 coisinhas, tomei por menos de 5 euros um delicioso “tropical breakfast” (iogurte, frutas, muesli e mel, humm..) e um gigante sumo natural – mesmo! – de manga, num franchising cujo o nome não me lembro, mas vejo amanhã, já que evidentemente vou voltar!

Seguiram-se as compras num supermercado dentro de um simpático centro comercial, sempre tudo enclausurado de seguranças (frequentemente de chapéu de chuva em punho, a fazer de chapéu de sol).. uma rápida ida a casa para largar compras e trazer bikinis (passando sempre pelo impossível de ignorar 2º maior stand da Porsche do MUNDO! que é mesmo ao lado do condomínio), e pouco tempo depois estavamos em casa do incansável anfitrião que nos ofereceu um magnífico braii (churrasco). Como qualquer churrasco que se preze, ainda estava demorado (acho que foram inventados para alguns homens poderem achar que tb cozinham, e que não faz mal queimar comida, enquanto se divertem, entre vinho e/ou cervejas, a pôr as conversas deles em dia. Sim, sim.. e muito bem! Ooppss! :-p), pelo que (que maçada!) lá tivemos de ir recambiadas para a piscina, debaixo de um sol afro-abrasador. [Xiimmm, claro que pus creme! Ponho SEMPRE, ora essa.]

O braii estava genial, além das coisas do costume, um peixe delicioso, as “salsichas locais”, uma salada perfeita da Miss E e umas irresistíveis sobremesas.

Resultado, depois de mais umas 2 horitas de piscina, o sol já começa a baixar e lá ando eu em infindáveis voltas aos quarteirões a pé*, sempre dentro dos muros altos e electrificados do condomínio, que nos separam da selva sangrenta – assim ma venderam – lá de fora. 

Quanto aos fins de semana, estou convencida.. vive-se muito bem em África, pelo menos nesta.

*Seguidas de algumas voltas em corrida, acabado de escrever este texto.

**Inicialmente escrito sem acentos.**